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Um pouco sobre as semanas de moda

fevereiro 22, 2011 4 comentários

As semanas de moda são o máximo. Muito glamour, riqueza, gente famosa, certo?

Sim, mas elas vão muito além.

Acho que a gente até se esquece do objetivo principal  que é divulgar e vender.

Lógico que quanto mais frisson tiver em torno delas, mais o objetivo final é atingido.

Mas essa idéia que se se compra do luxo e riqueza só se aplica a uma minoria bem pequena mesmo.

Para começar, vamos falar da massa, na qual euzinha me incluo.

Quem não está trabalhando para uma revista super requisitada, um blog muito famoso, um site de sucesso, uma empresa grande, a história é mais ou menos assim.

As semanas de moda, assim como algumas exposições de arte, desfiles em geral, festas badaladas, são um ótimo lugar para fazer contatos.

E contatos, na minha humilde opinião, são parte do pacote necessário para ter sucesso profissional. Em qualquer profissão é vital ter bons contatos,na moda em especial.

Para pessoas que estão começando, além do simples prazer de estar presente num desfile bacana e ver tudo de perto, o tal do “network” é o mais importante.

Mas qual marca precisa de uma pé rapada “caloura” no seu desfile?

Nenhuma.

E aí começa a dor de cabeça de quem como eu, tem que conseguir convites que não caem do céu.

Funciona bem assim:muitos desfiles tem as pessoas sentadinhas bonitinhas e uma parte para a massa, que fica de pé.

Esses convites dos que estão de pé são para pessoas como eu, que não servem de nada para a marca nenhuma e conseguem com Fulaninho ou cicraninho. Mas eles não chegam na minha casa uma semana antes para eu postar no twitter ou no blog.. Geralmente alguém consegue poucas horas antes do desfile. Aí sai a pessoa desembestada de onde está para pegar o convite onde ele esteja para ir ao desfile. Isso significa que se alguém te deixou de stand by a espera de um convite você deve estar pronta para partir a hora que for confirmado.  Lógico que isso envolve um processo de movimentar os poucos contatos que se tem e pedir esse pequeno favor.

Eu odeio pedir favor. Odeio, odeio e odeio. Para mim a pior parte é esta, mesmo que isso signifique mandar somente um emailzinho como quem não quer nada. Odeio e ponto.

Além da “massa” , tem a galera que trabalha , e muito.

Esses, depois de 4 edições trabalhadas, já conhecem gente o suficiente, já tem os contatos que precisam e geralmente estão trabalhando porque precisam do trabalho, e não dos contatos.

Gente, por mais que seja super legal e necessário ver tudo de perto, pensa num ser humano andando o dia inteiro de lá para cá, usando todas as mídias possíveis para divulgar, anotando tudo, mantendo o trabalho em dia e tudo em cima do salto e da montação que exige uma semana de moda. Cansei de imaginar! Os desfiles das grandes cidades não costumam ser todos em um local só, e o deslocamento constante de um lugar para outro me dá olheiras de pensar.

Deve ser super bacana rever vários colegas de trabalho que só se encontram nessas ocasiões, ver tudo em primeira mão, mas no final do dia é um trabalho que vai de manhã até a noite e cansa.

Fico imaginando que dura missão ser um mito da moda nesses dias, dar mil entrevistas respondendo as mesmas perguntas, ter todo mundo tirando foto sua, não conseguir manter uma conversa de 5 minutos sem sem interrrompida, tipo uma Constanza Pascolatto da vida.

E todo mundo acha o maior glamour da vida, mas pensa bem gente,no final das contas para 90% dos que estão ali ,  é trabalho ,ralação e correria.

Isso tudo me passou pela cabeça quando consegui o convite de um desfile super discreto que acontece num local pequeno em Covent Garden. Ótimo para alguém como yo , que precisa conhecer gente.

Como vários designers que aparecem no Fashion week londrino,pouco se ouve falar desta. É o jeitinho inglês de ser, eles gostam de saber de marcas que ninguém sabe, acho que é até uma maneira de diferenciar os entendidos no assunto dos ignorantes.

Enfim, consegui o ingresso um dia antes, e o sujeito da agência me mandou para a rua tal pois meu nome estava na lista.

Mas ele não disse o número. E eu fiquei procurando que nem uma maluca, até descobrir que a rua , que eu julguei ser super pequena, na verdade continuava depois de uma construção. Resultado: achei o local depois que o desfile já tinha começado.

Acordei super cedo num domingo de manhã para nada. Lógico que me senti uma mosquinha de ter movido tudo aquilo para ir

num desfile de uma designer desconhecida, ficar procurando um lugar que não sabia onde, num frio do caramba, domingo de manhã, para não dar em nada no final.

Para não perder a viagem, resolvi passar em Somerset House, a “sede ” do London Fashion week  para pelo menos fotografar gente bacana, sentir o clima.

Quando vi aquele montão de fotógrafo naquele frio ali de pé  caiu a minha ficha que não sou a única que deve ter se chateado com esse raio de fashion week. E muitos dias de trabalho acontecem para aquilo funcionar.

No final das contas,  continuo achando as semanas de moda lindas e maravilhosas. Continuo querendo ver os desfiles.

Mas acho mesmo que por hora,  devo conseguiu meus contatos em outros locais, pois não tenho mais paciência para “pedição” e correria.

E fica aquela velha lição de quem nem tudo que reluz é ouro.

Se o mundo fosse acabar,me diz o que você faria?

setembro 14, 2010 5 comentários

Eu ando pensando na vida demais.

Uma balzaquiana não tem paz, minha gente.

A gente faz 30 anos e de repente tudo acontece.

A ruga no meio da testa aparece, a bunda , que já vinha dando sinais de fogo, cai de vez, as cobranças triplicam. Você precisa ter filho, você precisa comprar uma casa, precisa conseguir um emprego melhor, precisa ter um carro, construir uma vida.

Mas o que é construir uma vida? Ter, ter e ter dizem as más linguas. Veja bem, más.

“Ter” parece com” ser” mas não é.De-no-rex.

Conhecer lugares, conhecer gente, ver o que o mundo lá fora tem a oferecer, ouvir novidades, aprender sobre um novo assunto, nada disso conta.

Aí eu pergunto, se o mundo fosse acabar, me diz o que você faria?

Eu dou um pedaço do meu dedo  se alguém responder comprar uma casa, arrumar um emprego que pague melhor, comprar um carro.

Na hora da escolha do coração, a gente sempre quer ser. Porque viver é isso aí, aproveitar o que existe neste mundo.

E prefiro sonhar acordada achando que melhor do que construir uma vida tendo coisas, é construir sendo alguém.

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A lógica da moda

setembro 9, 2010 11 comentários

Pessoas assim:

 

Querem que a gente seja assim :

 

E assim:

 

Quando na vida real,  a gente é assim:

 

Essa lógica não tem lógica.

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Entendendo o Twitter

Sou relativamente nova no twitter. Criei uma conta para mim no final do ano passado e nunca usava. Até que criei outra com o nome do blog e me viciei rapidamente. Por algum tempo virou o meu maior vício internético , já que com um cliquezinho no celular aquele mundo se abria. Quer saber da última novidade? Vai no twitter. Quer saber quem ganhou a copa? Está todo mundo comentando por lá. Tudo a um botão de distância. Mas a verdade é que não sei usar essa ferramenta ainda. E quando comecei a notar como funciona mesmo, fiquei meio decepcionada. Sou uma pessoa apaixonada pela sinceridade. No momento x quando alguém me diz realmente o que pensa de mim, ou de qualquer coisa relacianda a minha vida, e esse comentário não me agrada sou igual a qualquer pessoa. Ninguém gosta de ouvir coisa negativa. Mas depois que a cabeça esfria, eu admiro a pessoa. Eu gosto de ouvir e  falar a verdade. Sem essa de não sei mentir pois está no DNA do ser humano, quase todo mundo sabe mentir quando quer. Eu sei muito bem. Mas não gosto. Me embrulha o estômago, me faz dormir mal. E para quê falar tudo isso se o assunto é twitter? Porque o twitter para mim, com o tempo, acabou perdendo encanto exatamente por isso. Por não poder ser eu mesma, falar exatamente o que penso de determinadas coisas sem que todos os meus seguidores me abandonem. Acho isso muito vingativo. Se eu falar isso,vou perder pelo menos uns 20(dos 100,kkk) seguidores.  Não entendo essa lógica muito bem. Nao estou sugerindo que o twitter vire muro das lamentações, muito menos palco de barracos e arranca cabelo. Não mesmo. Mas ser você mesma pode, gente? Sei não… Sei que há perfis 100% informativos, outros 100% pessoais, em suma, cada um tem seu objetivo quando usa o twitter, seguindo ou sendo seguido.Por isso mesmo ando questionando o fato do meu estar no nome do meu blog, já que muitos dos  meus tweets são pessoais. Mas o que se espera de um twitter de blog? Queria propor essa conversa para aprender com ela, aprender a usar melhor a ferramenta sem perder(mais) o encanto.

Questionamentos

julho 16, 2010 12 comentários

Ando com alguns questionamentos atualmente.

Por que ter blog? Para que? Para quem? Será?

Ando meio confusa.

Eu criei esse blog há 7 meses atrás com o intuito de fazê-lo uma terapia virtual e em grupo, falar sobre as coisas que eu gosto sem muita obrigação e seriedade e principalmente, sem dor na consciência de falar sobre o batom mais novo do mercado, da loja tal, da roupa x ou até mesmo das mágoas da cabocla.

Quando é para falar sério, a gente fala também, mas o x da questão é não ter compromisso  demais, ser feliz e falar de coisa bacana.

Aí que eu me peguei meio frustada de uns tempos para cá, pois tenho me sentido um pouco sozinha em alguns assuntos.

Eu eu fico super feliz de ter essa pequena audiência, mas acho que blog é para trocar experiências não só com quem você conhece, mas conhecer outras pessoas e opiniões diferentes, ver um outro “quadrado” que não seja o seu. Quero ouvir o que as pessoas tem a dizer, se acharam que isso ficaria melhor com aquilo, ou sei lá, crescer com uma idéia nova. E vamos combinar, blog dá um trabalhão, tem que ter esse retorno das pessoas, essa troca é o que faz valer a pena.

Pensa só como é frustante pesquisar sobre algo, escrever um montão de coisa, fazer o marido tirar mil fotos suas,  e quase não ter feedback?

É triste, pois dá trabalho, exige tempo e você está mostrando um pouco da sua essência quando faz isso.

E sinto que depois de 7 meses, a troca poderia ser maior.

Eu me exponho demais aqui porque sou eu, gente. E eu falo demais mesmo, gosto de conversar, e acho importante isso, ver que tem alguém atras dos posts. Não sou jornalista, nem profissional na área,  não tenho obrigação com nada, portanto posso conduzir o blog do jeito achar melhor.

E a obrigação é outro ponto. Como blog, por mais amador que seja, dá um super trabalho e demanda tempo, esse negócio de TER que postar todo dia não funcina para uma pessoa que não vive só para o blog. E eu acabo me sentindo mal quando não posto e pior ainda quando faço por obrigação. Mas ao mesmo tempo tem que ter uma certa frequência de posts, senão fica chato acompanhar. Odeio me sentir obrigada a fazer qualquer coisa, geminiana né gente?

E estou num momento profissional que PRECISO canalizar minhas forças para algo produtivo.

Já me inscrevi num curso super legal, estou mais voltada para coisas práticas no momento, e isso se reflete aqui também.

Por todos esse motivos, ando repensando muita coisa.

Eu não queria acabar com o blog, que é uma delícia para mim antes de qualquer coisa. Mas não quero transformá-lo numa obrigação, em algo chato, pesado ou sentir que tenho tanto trabalho de pesquisar, escrever, fotografar as coisas para quase ninguém.

Então cheguei a conclusão que vou continuar a postar sim, mas respeitando a minha rotina e a frequência que a inspiração me visita.

Não quero deixar de postar, nem ficar me matando para postar todo dia, então o ritmo será o da vida, estou no balanço da maré atualmente!

Aceito sugestões, coisas que vocês gostam de ver aqui, que não gostam, toda opinião educada é bem vinda e aceita.

É isso , gente!

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Pensamentos

maio 24, 2010 23 comentários

Antes de qualquer coisa, queria falar um pouquinho com vocês sobre alguns porquês. Sei que já falei antes sobre blogs e o preconceito que as pessoas tem de vez em quando, mas hoje quero falar sobre exibicionismo.

Dia desses eu passeava por um blog que gosto muito e me deparei com um post falando sobre vencedores, perdedores, inveja e cobiça. E num dos comentários uma menina dizia o quão exibicionista é uma pessoa que coloca foto de looks, e que ela viu um blog de uma menina que morava em Londres e achou o fim, uma onstentação, blablabla. Acho muito difícil do comentário ser referente ao meu blog, mas me fez pensar que muito gente pode me olhar daquela mesma maneira que a moça descreveu. Também já tinha parado para refletir sobre o assunto num comentário da Lys do Nãoresisto aqui, dizendo o quanto nos expomos com blogs, o quanto abrimos nossa vida e tals. Aí resolvi conversar um pouco sobre esse assunto aqui.  Já faz muito tempo que eu encaro a internet como extensão da vida real. Tenho muitos amigos que conheci através da net e acho fantástico isso! Realmente fascinante como a modernidade diminiu o mundo, deixando tudo mais perto, mais acessível. Criei este blog para bater papo, conversar com as comadres, compartilhar coisas que gosto. E uma delas são as minhas roupas, minhas coisas. Eu gosto de roupas, adoro ver looks alheios, me inspiram e ajudam naquele dia que a criatividade dá um tempo. Por isso resolvi colocar meus looks de vez em quando aqui. Não sou rica muito menos Patricinha. Já limpei chão na vida, já fiz café, já entreguei jornal para ter o que comer no final do mês.Fiz coisas que nenhuma Patricinha fez. Trabalho muito ainda, horas a fio na frente de um computador já me tiraram um pouco da saúde e da juventude. Não que toda minha história seja um troféu, mas posso garantir que as coisas  realmente importantes para o meu coração são muito mais que uma bolsa Chanel ou um batom Dior. Nem por isso vou deixar de desejar algumas coisas assim para mim. Qualé o problema de ter uma bolsa cara, ou desejá-la e compartilhar aqui? Isso me faz menos humilde, menos batalhadora, menos séria? Quando coloco uma foto do que comprei aqui , do que vi, de onde estive ou do meu look, isso não é para parecer melhor que alguém, muito menos despertar inveja. Eu não tenho mais idade para essas bobagens, gente. Estou conversando com minhas comadres, mostrando um pouco do meu mundo no blog, que é meu diário virtual.  Da mesma maneira que já escrevi textos gigantescos em comunidades do orkut dando dicas de viagem, ou dicas para quem quer morar em Londres, coisas que não me deram um real mas que fiz por prazer. Fi-lo porque qui-lo. E é o mesmo prazer e vontade de conhecer gente, de compartilhar idéias que me fizeram abrir o blog. As idéias podem ser profundas ou não. Eu é que não estou nesse mundo para achar que a vida é um trabalho, para ser levado sempre a sério, com hora para cumprir e pauta a ser seguida. Quero mais é ser feliz, falar coisa séria, ler e alimentar a minha alma, mas ter leveza com o que é preciso.  Esse não é um blog sério nem leve , é democrático. Quando der vontade eu vou falar sério sim, e quando não vou falar da blusa que usei ontem. Simples assim.

E espero de verdade que as pessoas respeitem e entendam isso.

Amanhã tem look do dia!

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Preguiça e tendência

maio 21, 2010 6 comentários

Gente, é grave.

Agora o pessoal quer fazer a gente usar short-saia e shortinho 80’s que não me lembro o nome, daqueles que fica um papinho na cintura.

Ok, alguns vem em roupagem nova, alguns são bonitos o suficiente para ficarem no meu armário, como o de bolinha, o creme de cinto preto, o florido em tons pastéis.

Mas vamos combinar que é mais uma modinha para quem é magra!

Da só uma olhada e me conta.

Esse aí que tem o tag “love this” (que é da loja e não meu) é uma coisa tão horrorosa que me faz lembrar o cabelo Chitãozinho e Xororó que minha mãe usava e me fazia usar também na época que essas bermudas eram o último biscoito do pacote. 

Mais uma cilada da moda para nos fazer acreditar que TEM que ser magra, TEM que ser alta, TEM que comer titica de galinha.

E a pergunta que eu queria deixar é: por acaso a indústria da moda diz que tem alguma coisa que NÃO fique bem numa pessoa magra e alta? Ou que fique bem de verdade numa gordinha?

Se sim, essa coisa ainda está na moda ou já ultrapassou há 20 anos?

Cansada de padrões que não condizem com mais da metade da população mundial.

Mas estou feliz pois é sexta!